São Paulo debate Ações de Vigilância em Saúde e defesa do SUS

São Paulo debate Ações de Vigilância em Saúde e defesa do SUS Claudia Carnevalle

O fortalecimento de Programas e Ações de Vigilância em Saúde nos territórios é o tema central da 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), que ocorre no município de Águas de Lindóia, em São Paulo, até quinta-feira (14/09).

A defesa de um SUS público e de qualidade, vigilância em saúde participativa e democrática, o lugar da Vigilância em Saúde no SUS e responsabilidades do Estado e dos governos também estão entre os temas discutidos pelos participantes.

O evento conta com a participação de conselheiros nacionais de saúde, (titulares e suplentes) e representantes das Comissões Organizadora, de Relatoria e Formulação e de Mobilização e Comunicação da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), de 21 a 24 de novembro, em Brasília.

Segundo o presidente do CNS e coordenador geral da 1ª CNVS, Ronald dos Santos, a etapa estadual paulista é muito importante para enriquecer as discussões pelo fortalecimento do SUS e manutenção de direitos. “Tenho certeza que no ano que vem, quando o Sistema Único de Saúde completa 30 anos, vamos presentear o SUS com uma política nacional que reafirme a saúde como direito de todos e dever do Estado. Sei que São Paulo vai dar uma grande contribuição para que isso aconteça”, disse Ronald durante a cerimônia de abertura.

A 1ª CEVS de São Paulo ocorre após a realização de 18 conferências regionais, que abrangeram 645 municípios paulistas. As conferências estaduais de Vigilância em Saúde estão sendo promovidas em diferentes locais e seguem até o dia 31 de outubro.

Abaixo-assinado

O presidente do CNS também enfatizou a necessidade do envolvimento das lideranças regionais na coleta de assinaturas para o abaixo-assinado da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), organizado pelo Conselho, contra a Emenda Constitucional nº 95/2016, que traz graves prejuízos ao Sistema Único de Saúde (SUS). A emenda congela os gastos com saúde e educação por 20 anos, fragilizando de forma severa o acesso à saúde pública para a população brasileira. O documento será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2018.

Ascom CNS

Ler 112 vezes Última modificação em Segunda, 18 Setembro 2017 17:23