Rio Grande do Sul reúne 700 conferencistas para debater Vigilância em Saúde

Cerca de 700 participantes de 150 municípios do Rio Grande do Sul participaram da 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde (1ª CVS/RS), que ocorreu em Porto Alegre, de 6 a 8 de outubro. As propostas trazidas pelos conferencistas seguirão para a etapa nacional, que vai acontecer em novembro, em Brasília.

De acordo com Fernando Pigatto, membro do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e coordenador da Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, “construir um processo com ampla participação é difícil, mas necessário”. Para ele, “esse é o nosso espaço de resistência. Ou nos organizamos ou vamos perder o Sistema Único de Saúde (SUS)”. O conselheiro alertou sobre o cenário político que vem trazendo retrocessos às políticas de saúde. “Estamos desafiados a construir essa conferência neste momento tão difícil que estamos vivendo. Nossa agenda é de resistência ao desmonte do SUS”.

Pigatto também apresentou um abaixo-assinado que deve recolher milhões de assinaturas pela inconstitucionalidade da Emenda Constitucional (EC) 95, que retira recursos do SUS. O documento será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. “O atual ministro da Saúde (Ricardo Barros) é alguém que está a serviço do capital em um espaço público para desmontá-lo”.

A coordenadora geral da 1ª CVS/RS, Camila Jacques, afirmou que esse é um momento importante para contribuir para o fortalecimento do SUS e para trazer à população o tema da vigilância em saúde, que faz parte do SUS. “Juntos, construiremos o SUS que nós queremos, de qualidade, para toda a população”. Representando do governo do Estado, a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Marilina Bercini, destacou a importância da mobilização que os participantes têm feito “em um momento conturbado política e economicamente”.

Com informações: CES-RS

Ler 101 vezes Última modificação em Segunda, 09 Outubro 2017 14:32