Fortalecimento da vigilância em saúde é discutido durante conferência em Porto Velho

Com a expectativa de abrir o debate para fortalecer e unificar as ações de vigilância em saúde, teve início na segunda-feira (9) e termina hoje (11) a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde. O evento que conta com a participação de 200 pessoas, entre gestores de saúde, técnicos de vigilância, trabalhadores e usuários da saúde, acontece no hotel Rondon, em Porto Velho.

Durante a realização da Conferência Estadual, as diretrizes de vigilância em saúde do estado de Rondônia serão escolhidas através das 12 propostas que já foram aprovadas nas conferências municipais. A diretora da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Maria Arlete da Gama Baldez, explica que o resultado será levado para a Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, no período de 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Raimundo Nonato Soares, destacou que a principal proposta da conferência, que é científica e técnica, será de fortalecer a política nacional de vigilância em saúde, principalmente para prevenir o cidadão para não contrair doenças, uma vez que a vigilância está relacionada às praticas de atenção e promoção da saúde.

O conselheiro nacional de Saúde, Geordeci Menezes de Souza, conferencista do primeiro eixo “O lugar da Vigilância em Saúde no SUS”, explicou que a ideia é localizar onde a vigilância está no contexto geral do SUS. Segundo ele, existe hoje uma vigilância dividida em quatro eixos: Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária e Vigilância da Saúde do Trabalhador.

Ele entende que as vigilâncias não podem ser separadas. Elas têm que ter uma conexão, trabalhar em harmonia. Por exemplo, não tem mais sentido técnicos da vigilância sanitária saírem para uma fiscalização no supermercado, para verificar se os produtos estão armazenados corretamente, dentro do prazo de validade e naquele mesmo recinto tem uma serra de cinta que o açougueiro usa pra serrar o osso completamente desprotegido das normas legais e esse mesmo técnico não verificar a situação do trabalhador que está trabalhando sob-risco em função de que a vigilância dele é sanitária (alimentos e produtos) e não trata a saúde do trabalhador, que seria a vigilância em saúde do trabalhador.

Segundo ele, a vigilância tem que está compartimentada. O agente que vai fazer a vigilância ele tem que ter conhecimento básico de todas as vigilâncias. De maneira que ele mesmo possa fazer a primeira abordagem ou solicitar do seu departamento alguém que tenha mais especialidade naquela área pra fazer a vigilância de forma mais detalhada.

“A trajetória é longa, mas nosso principal objetivo é construir uma política nacional de vigilância em saúde, com condição de harmonia e interação entre as diversas políticas”, observou o conselheiro Nacional de Saúde.

Fonte: SES/RO

Ler 92 vezes Última modificação em Quarta, 11 Outubro 2017 19:42